Nada como fazer do campeão de vendas da DS Automobiles um "eléctrico" de alto gabarito com mais de 700 quilómetros de autonomia combinada; a mudança de nome é apenas um "pormenor"!
Certo é que o DS Nº7 assume-se como um esplendor de luxo e tecnologia nos acabamentos Pallas, Étoile e La Première, como já antes o DS Nº8 de que evolui se tinha afirmado, mas com requintes próprios que reforçam o apelo emocional.
O SUV familiar tem chegada prevista às estradas europeias antes deste ano acabar mas a definição de preços e a abertura das encomendas nacionais estão ainda por conhecer.
Refinamento conservador
O DS Nº7 quebra as regras vigentes até agora na DS Automobiles ao ser o primeiro modelo a ganhar uma segunda geração, distinta da antecessora pelo acrescento dum prefixo numérico, sem esquecer as motorizações 100% eléctricas.
Inconfundíveis são as suas linhas muito próprias, mesmo se o desenho da área frontal com a grelha DS LuminaScreen iluminada tenha sido "roubado" ao DS N°8, para conseguir baixar o coeficiente aerodinâmico até Cx 0,26.
Nem vale a pena distrair-se com esse "pormaior" porque o SUV aumentou as suas cotas face ao DS 7 que agora substitui, ao aumentar o comprimento para 4,66 metros e a largura para 1,90, mantendo-se apenas os 1,63 metros de altura.
Mesmo assim, a nova linguagem estilística estreada pela construtora francesa no Nº8 assume-se mais conservadora nesta proposta do que na berlina eléctrica.
Postura robusta ao olhar
A definir a dianteira está um capô quase horizontal, cortado ao centro por um vinco que se estende até à faixa negra que une as ópticas decoradas por uma complexa assinatura luminosa dividida em três partes.
Os flancos muito lisos, a que não são alheios os puxadores das portas embutidos, exibem os painéis inferiores das portas e os arcos das rodas em preto brilhante, para jantes de 19 a 21 polegadas, a conferirem-lhe um visual sofisticado.
O tejadilho descendente, que pode ter acabamento em preto como o capô, é prolongado por uma asa superior a dominar o vidro traseiro, com a assinatura luminosa a seguir os mesmos preceitos nas ópticas em forma de L à frente.
O refinamento final é dado pelo arranjo da porta da bagageira, a assentar sobre um pára-choques envolvente em preto brilhante.
Obviamente interior premium
É a bordo que melhor se percebe o refinamento imprimido a este DS Nº8 graças aos estofos em pele sintética, os revestimentos em Alcantara e os detalhes em madeira.
Sobre o tabliê assenta o ecrã de 16 polegadas com o DS Iris System 2.0 para o infoentretenimento, escondendo-se atrás do volante multifunções, que mais parece o leme dum paquete, o painel de instrumentos de 10,25 polegadas.
Os bancos dianteiros, que são ventilados, aquecidos e com regulação eléctrica, acrescentam a função de aquecimento para o pescoço.
Nos assentos atrás não faltará espaço para os ocupantes, graças ao aumento para 2,79 metros a distância entre eixos, com o porta-bagagens com piso duplo a oferecer 560 litros de capacidade.
Quatro soluções motrizes
Novidade neste DS Nº7 é o abandono da plataforma EMP2 do antecessor em favor da STLA Medium com uma base técnica multienergética para oferecer motorizações híbridas e eléctricas.
A dar entrada à gama está o Hybrid de 145 cv amplamente utilizada pelo grupo Stellantis, apoiada num bloco turbo a gasolina de 1.2 litros com 136 cv e transmissão automática e-DCS6 de seis relações, e num motor eléctrico de 29 cv.
O protagonismo, no entanto, é dado às soluções totalmente eléctricas, tendo como estrela maior a variante E-Tense FWD Long Range 245 cv com uma bateria de 97,2 kWh para distâncias até 740 quilómetros entre recarregamentos.
Antes está a versão E-Tense FWD 230 cv com a bateria de 73,7 kWh para uma autonomia combinada até 543 quilómetros, entanto o tracção integral E-Tense AWD Long Range 350 cv consegue 679 quilómetros com o acumulador maior.
Todas estas motorizações beneficiam duma função Boost que acrescenta pontualmente nas acelerações mais 30 cv ao FWD (260 cv), 35 cv ao FWD Long Range (280 cv) e 25 cv ao AWD Long Range (375 cv).
As "corridas" dos zero aos 100 km/hora são obviamente beneficiadas, com o primeiro exemplo a demorar 7,7 segundos, subindo aos 7,8 segundos no seguinte, enquanto a versão mais potente baixa o tempo para 5,4 segundos.
A gestão energética é reforçada por uma travagem regenerativa de três níveis regulável nas patilhas do volante, a que se junta a função One Pedal para a condução urbana.
Os recarregamentos de 20 a 80% da bateria fazem-se em 27 minutos a 160 kW DC graças ao pré-condicionamento térmico, demorando mais quatro minutos na de menor tamanho; são também admitido carregamentos até 22 kW AC.
Assistentes evoluídos
A acompanhar o novo DS Nº7 nos apoios à condução está o DS Drive Assist 2.0 com controlo adaptativo e preditivo da velocidade de cruzeiro, e com mudança de faixa semi-automática quando ativados os "piscas".
O sistema compreende o tipo de estrada em que o carro está a circular assim como o limite de velocidade, reconhecendo ainda o raio da próxima curva para adaptar a velocidade, funcionalidade também está activa em rotundas e cruzamentos.
Somam-se o EV Routing e o e-Routes para antecipar a escolha dos itinerários tendo em conta as paragens para recarregar a bateria, e a função Vehicle-to-Load (V2L) para alimentar dispositivos eléctricos e electrónicos.
Proposto nos acabamentos Pallas, Étoile e La Première, o DS Nº7 não tem ainda preços definidos nem data de chegada aos concessionários nacionais.
Texto: P.R.S.
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